Setor de moda e varejo é o quarto mais lucrativo do mundo segundo a Forbes.

Loja Under Armour em Chicago. Getty Images

A moda e o varejo ocuparam posição de destaque na edição de 2015 da lista da Forbes com os bilionários do mundo. O setor ocupou o quarto lugar entre as indústrias mais lucrativas, atrás apenas das áreas de investimentos, tecnologia e comida e bebida.
No topo do ranking está a família Walton, da Wal-Mart Stores, com patrimônio líquido de US$ 41,7 bilhões (cerca de R$ 130 bilhões). Outros executivos americanos do setor que entraram na lista são o cofundador e CEO da Nike, Phil Knight, com fortuna estimada em US$ 21,5 bilhões (ou R$ 67 bilhões aproximadamente), e o proprietário e investidor da Revlon, Ronald Perelman, com US$14.5 bilhões (R$ 45 bilhões).
Em seguida estão Leonard Lauder, Leslie Wexner e Ralph Lauren com US$9,1 bilhões (R$ 28,3 bilhões), US$7,7 bilhões (R$ 24 bilhões) e US$7 bilhões (R$ 21,8 bilhões), respectivamente. O presidente e CEO da Under Armour, Kevin Plank, abocanhou US$ 3,2 bilhões (R$ 10 bilhões) e ganhou menção honrosa da Forbes, que escreveu: “a receita da Under Armour cresceu 32% no último ano, e os lucros saltaram 28%. Em vez de gastar centenas de milhões em acordos com atletas-estrela como a Nike e a Adidas fazem, Plank está aplicando os recursos em tecnologia, como a compra de três apps fitness por US$ 710 milhões (R$ 2,2 bilhões), desde dezembro de 2012”.
Olhando globalmente, a francesa Liliane Bettencourt, principal acionista da L’Oréal, é a segunda executiva mais rica do setor, com patrimônio estimado em US$ 40,1 bilhões (R$ 214,7 bilhões). Na cola dela está o CEO do grupo LVMH, Bernard Arnault, com US$ 37,2 bilhões (R$ 115,6 bilhões). Na verdade, o setor de moda e varejo é o que mais contribui para o surgimento de novos membros do seleto grupo de bilionários em países europeus como França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia e Reino Unido.
“É interessante as pessoas perguntarem como a riqueza está em termos regionais”, disse a editora assistente de gestão da Forbes, Luisa Kroll, ao WWD. “A Europa não manteve o ritmo com a Ásia, mas esta é uma área na qual eles são líderes e formadores de opinião. Algo que tem a ver com a sua sensibilidade.”
Vale ressaltar ainda que, enquanto a indústria fashion foi uma das líderes em vários países, a mídia teve um desempenho mais modesto, ocupando a quinta posição entre os setores que mais geram riquezas nos Estados Unidos. Os top executivos de mídia do país são Anne Cox Chambers com US$17 bilhões (R$ 52,8 bilhões), Rupert Murdoch com US$13.9 bilhões (R$ 43,2 bilhões) e o presidente da Condé Nast, Samuel Newhouse Jr., com US$9 bilhões (R$ 27,9 bilhões).

Fonte: FFW