Startup conecta estilistas e fábricas éticas ao redor do mundo

(Foto: ThinkStock)

Os problemas de trabalho escravo e condições precárias são alarmantes na moda

Trabalho escravo, condições precárias, salários abaixo do ideal. Os problemas da indústria da moda têm sido cada vez mais relevantes para as marcas. Cada vez mais consumidores escolhem seus produtos preferidos levando em conta quesitos como ética na produção e condições corretas de trabalho.
A startup MadeRight quer ajudar pequenas confecções e estilistas a terem métodos éticos sem preços exorbitantes. Unindo a produção de várias marcas, a empresa oferece escala e garante que os produtores são confiáveis. Controle de qualidade de materiais e logística também fazem parte dos serviços oferecidos.
Para garantir os princípios que promete, a MadeRight tem uma rede com 49 fábricas localizadas na China, Japão, Itália, México e Guatemala que são constantemente auditadas por empresas terceirizadas para checar condições de trabalho seguras, ausência de trabalho infantil e cumprimentos dos intervalos de descanso.
Segundo o TechCrunch, a empresa oferece um especialista para cada um dos 40 clientes que faz todo o levantamento necessário para a produção dar certo e chegar no prazo combinado. A startup já passou pelo programa de aceleração da StartX, ligado à Universidade de Stanford, e está recebendo investimento da Y Combinator.

A brasileira Pretorian tenta ganhar o mundo.


Depois de fazer fortuna com as marcas Von Dutch e Ed Hardy, o designer francês Christian Audigier volta ao jogo: vai tentar levar para o mundo a brasileira Pretorian

Depois de quase quatro anos de férias, Christian Audigier vai voltar ao trabalho. Quando vendeu por US$ 62 milhões a marca de roupas Ed Hardy, em 2011, o empresário francês resolveu comprar um barco e viajar pelo mundo – da Tailândia ao México, gastou o tempo mergulhando em incontáveis paraísos perdidos. Antes, é verdade, a vida estava corrida. Nem ele tinha previsto o sucesso explosivo da grife que criou a partir das tatuagens do artista californiano Don Ed Hardy. As vendas tinham sido boas desde as primeiras coleções (em 2008), mas simplesmente saíram do controle após celebridades como Madonna e Chris Brown serem clicadas com camisetas da marca.
“Nunca gastei com marketing, meu mar­keting foram os paparazzi”, ele diz. “Começaram a chegar tantos pedidos que eu reajustava o preço a cada segunda-feira e as lojas continuavam comprando.” Um boné da marca chegou a custar US$ 150. Nessa espiral, em quatro anos, o faturamento da Ed Hardy foi de quase nada para US$ 650 milhões. Então Audigier vendeu o negócio e saiu para navegar. Seis meses atrás, ele caminhava pelo Rio de Janeiro quando bateu o olho numa camiseta preta e amarela da marca brasileira Pretorian, especializada em artigos de luta. As férias prolongadas estavam para terminar.
As cores, aliás, provocaram o primeiro interesse. “Grandes marcas usam preto e amarelo, como Black & Decker e Caterpillar.” Audigier também gostou do nome, que lembra guerreiro, gladiador. Num camarote do carnaval carioca de 2014, ele comentou com Roberto Scafuro, sócio da rede de casas noturnas Café De La Musique, que gostaria de conhecer o dono da tal Pretorian. Scafuro fez a ponte. Audigier foi então passar um dia em São Paulo para conversar com Ruy Drever, uruguaio radicado desde os 10 anos no Brasil que, em 2009, havia fundado a Pretorian. Foi um dia produtivo. “Eu mostrei a loja da rua Oscar Freire e algumas revendas a ele. Depois rascunhamos num papel umas ‘contas de padaria’ para formatar o negócio”, diz Drever. “Cheguei a contratar um helicóptero para levá-lo ao aeroporto, só para ganhar uma hora a mais de conversa. No fim, quando ele foi embora, a gente tinha chegado a um acordo.”
Audigier e Drever viraram sócios numa joint venture que, na prática, será a operação da Pretorian nos Estados Unidos, na Europa e em outros países. A marca – que nunca tinha vendido uma camiseta fora do Brasil – tentará reviver o sucesso da Ed Hardy, com uma linha de roupas desenhadas pelo francês. (Antes da Ed Hardy, Audigier foi designer da Von Dutch, no período em que a marca estourou globalmente.) Cada um tem 45% do negócio. Os 10% restantes são de Scafuro, cuja missão será convencer as celebridades a vestirem. O empresário afirma ter amigos como Mick Jagger e Gerard Butler – aliás, ele diz que quem o apresentou a Audigier, cerca de 15 anos atrás, foi o ator Jean-Claude Van Damme. O designer francês também terá a opção de comprar futuramente parte da Pretorian no Brasil, onde a marca faturou R$ 70 milhões em 2013, dos quais 90% vieram de equipamentos esportivos.
Audigier já colocou a mão na massa. Redesenhou o logotipo e criou uma nova coleção para a Pretorian. Nas tentativas anteriores de vender roupas da marca, Drever tinha errado a mão no design. “Tentamos fazer um pouco de tudo, até trench coat de couro e roupas sociais. Ao mesmo tempo, bermudas de treino para academia”, diz o empresário. “Foi um equívoco.” Agora a marca terá uma coleção mais coesa e com uma “mensagem” mais simples – as primeiras peças estampam apenas o nome e o logotipo da Pretorian.

Vista para Hollywood

A nova identidade vai se afastar da pegada esportiva e se aproximar da street wear, a moda das ruas – a mesma da Ed Hardy e da Von Dutch, vale dizer. Mas as semelhanças terminam aí. Primeiro porque as estampas da coleção inaugural não têm nada a ver com o estilo colorido e caótico da Ed Hardy. Segundo porque a estratégia de preços será bem diferente. “Na Ed Hardy, conforme fui subindo os preços, as pessoas começaram a achar que, porque as peças eram caras, eram exclusivas, e compravam ainda mais”, diz Audigier. “Mas isso foi na década passada. Agora, ninguém mais gosta de pagar caro. A moda caminhou para o fast-fashion”, afirma Drever. As roupas da Pretorian terão um preço “normal”. (Essa suposta “exclusividade” da Ed Hardy foi o que acabou causando a derrocada da marca, após a saída de Audigier. Como o sucesso tinha sido construído sobre esse atributo, ela não resistiu à invasão de camisetas piratas feitas na China e ao fato de que “todo mundo passou a usar”. Deixou de ser cool e acabou sendo fechada pouco depois do negócio. “Vendi na hora certa, quando a marca estava no topo”, ele diz.)
Audigier também está reformulando a produção da marca brasileira. Antes, as roupas eram feitas no Brasil. Agora, serão fabricadas nos EUA, na China e em Portugal. “É mais barato e o algodão e o caimento são melhores”, ele afirma.
A Pretorian está de olho em outros esportes, além do MMA: começou a patrocinar atletas de skate, motocross e corrida
Em julho de 2014, a Pretorian fincou a primeira bandeira nos EUA. No número 918 da North Western Ave, em Los Angeles, numa região descolada e com vista para o icônico letreiro de Hollywood, a marca abriu uma loja de 300 metros quadrados. Nos fundos, também instalou um escritório. A cidade das estrelas será o novo quartel-general da Pretorian. Audigier mora em Los Angeles há mais de dez anos e os outros dois sócios se mudaram para lá. Drever nomeou um diretor-geral (Richard Twidale, ex-HP e Avaya) para cuidar das coisas no Brasil.
Para começar a operação americana, os sócios gastaram surpreendentemente pouco: US$ 2 milhões. “Já tive loja na Melrose Ave, era um aluguel altíssimo, uma bobagem”, diz Audigier. “Agora, tudo será enxuto. Nem vamos gastar com consultores e advogados, porque já conheço os trâmites.”
A marca acaba de fechar os primeiros pedidos. A coleção que chega em abril será distribuída para lojas de departamento, como a Kitson e a Fred Segal. Também terá peças enviadas para Dubai, Japão, Alemanha, França, Itália e Espanha. Ao todo, a primeira fornada vendeu US$ 2,5 milhões – e são quatro coleções desse tipo por ano. A intenção é que, nos próximos pedidos, as grandes varejistas esportivas abram espaço para a Pretorian – como a Sports Authority e a Dick’s. “Se a marca ficar conhecida pelas roupas, depois eu posso vender os equipamentos esportivos por lá”, diz Drever. Na outra frente, os sócios começam a trabalhar naquilo que pode ser a chave do sucesso: fazer a marca se tornar bacana. “Na semana passada eu jantei com o Stallone e falei para ele sobre a Pretorian”, diz Audigier. “Talvez ele faça uns treinos com a camiseta da marca.” A expectativa é que o faturamento nos EUA fique entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões em 2015.
A Pretorian fará ainda outro movimento importante. A marca se tornou sócia de um fundo de investimentos (o nome ainda é protegido por acordo) para entrar no mercado de suplementos alimentares e barrinhas de cereal. Em março, chegam os produtos “de comer” da Pretorian – e pelo jeito o volume será expressivo. “O fundo já investiu R$ 70 milhões numa fábrica”, diz Drever.
Em cinco anos, a Pretorian tornou-se líder em equipamentos de luta no Brasil, passando a Everlast. Em parte porque as pessoas certas vestiram a marca: lutadores de MMA como José Aldo, Júnior Cigano e Minotauro, patrocinados em algum momento pela fabricante. No ramo da moda e nos EUA, estará entrando em um mercado potencial muito maior. Se funcionar bem, será um golpe certeiro.

Setor de moda e varejo é o quarto mais lucrativo do mundo segundo a Forbes.

Loja Under Armour em Chicago. Getty Images

A moda e o varejo ocuparam posição de destaque na edição de 2015 da lista da Forbes com os bilionários do mundo. O setor ocupou o quarto lugar entre as indústrias mais lucrativas, atrás apenas das áreas de investimentos, tecnologia e comida e bebida.
No topo do ranking está a família Walton, da Wal-Mart Stores, com patrimônio líquido de US$ 41,7 bilhões (cerca de R$ 130 bilhões). Outros executivos americanos do setor que entraram na lista são o cofundador e CEO da Nike, Phil Knight, com fortuna estimada em US$ 21,5 bilhões (ou R$ 67 bilhões aproximadamente), e o proprietário e investidor da Revlon, Ronald Perelman, com US$14.5 bilhões (R$ 45 bilhões).
Em seguida estão Leonard Lauder, Leslie Wexner e Ralph Lauren com US$9,1 bilhões (R$ 28,3 bilhões), US$7,7 bilhões (R$ 24 bilhões) e US$7 bilhões (R$ 21,8 bilhões), respectivamente. O presidente e CEO da Under Armour, Kevin Plank, abocanhou US$ 3,2 bilhões (R$ 10 bilhões) e ganhou menção honrosa da Forbes, que escreveu: “a receita da Under Armour cresceu 32% no último ano, e os lucros saltaram 28%. Em vez de gastar centenas de milhões em acordos com atletas-estrela como a Nike e a Adidas fazem, Plank está aplicando os recursos em tecnologia, como a compra de três apps fitness por US$ 710 milhões (R$ 2,2 bilhões), desde dezembro de 2012”.
Olhando globalmente, a francesa Liliane Bettencourt, principal acionista da L’Oréal, é a segunda executiva mais rica do setor, com patrimônio estimado em US$ 40,1 bilhões (R$ 214,7 bilhões). Na cola dela está o CEO do grupo LVMH, Bernard Arnault, com US$ 37,2 bilhões (R$ 115,6 bilhões). Na verdade, o setor de moda e varejo é o que mais contribui para o surgimento de novos membros do seleto grupo de bilionários em países europeus como França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia e Reino Unido.
“É interessante as pessoas perguntarem como a riqueza está em termos regionais”, disse a editora assistente de gestão da Forbes, Luisa Kroll, ao WWD. “A Europa não manteve o ritmo com a Ásia, mas esta é uma área na qual eles são líderes e formadores de opinião. Algo que tem a ver com a sua sensibilidade.”
Vale ressaltar ainda que, enquanto a indústria fashion foi uma das líderes em vários países, a mídia teve um desempenho mais modesto, ocupando a quinta posição entre os setores que mais geram riquezas nos Estados Unidos. Os top executivos de mídia do país são Anne Cox Chambers com US$17 bilhões (R$ 52,8 bilhões), Rupert Murdoch com US$13.9 bilhões (R$ 43,2 bilhões) e o presidente da Condé Nast, Samuel Newhouse Jr., com US$9 bilhões (R$ 27,9 bilhões).

Fonte: FFW

Marcas criadas na periferia de SP fazem sucesso e faturam alto.


Por Felipe Souza, de São Paulo.
Edição, Giovanni Bello.

Subir a ladeira da avenida Sabin parece fácil para as dezenas de jovens que se aglomeram na loja de 30 m2 da Vila Fundão, no Capão Redondo (zona sul paulistana).
A maioria busca uma camisa polo laranja, branca e preta. A intenção é se vestir como o cantor Mano Brown no encerramento do VMB (Video Music Brasil) 2012, quando o grupo Racionais MC's ganhou o prêmio de melhor clipe.
Artistas locais são os principais responsáveis por alavancar as vendas das grifes nascidas longe do tradicional eixo cultural paulistano.
A Vila Fundão foi criada em 2011 numa roda de amigos, mas só virou um sucesso depois de aparecer no corpo do maior ícone do rap nacional.
"O [Mano] Brown tinha pedido para eu fazer uma camisa para ele usar no VMB. Fiz na correria e só consegui entregar horas antes do show", diz um dos sócios da grife, Rodrigo Fonseca Pereira, 36.
No dia seguinte, conta, a loja recebeu ligações de pessoas de todo o país em busca da peça, mas ele não tinha.
Os Racionais ainda vestem Vila Fundão na maior parte dos shows. Mesmo com o aumento das vendas e o sucesso, porém, a grife enfrenta resistência e preconceito.
A sócia de Rodrigo, Flávia Diniz Dourado, 32, diz que alguns clientes têm medo de ir ao Capão. "Eles ligam perguntando: 'Posso ir aí sem roubarem meu carro? Eu não vou ser sequestrado?'", conta.
Também no Capão, a grife 1Dasul, criada pelo escritor Ferréz, 39, é outro exemplo de sucesso. Além dos bonés e camisetas, a loja vende livros e CDs de artistas locais.
"A ideia é que ela seja um movimento cultural, que agrega o grafiteiro, o pichador e o desenhista", afirma Ferréz.
O promotor de vendas Gabriel Oliveira da Silva, 20, diz comprar roupas ali há sete anos, pois elas refletem a realidade da periferia. "Quando você usa uma roupa do Capão, todo mundo sabe de onde você veio e que tem disciplina."
Em dezembro de 2014, a loja vendeu R$ 95 mil em produtos. Parte do dinheiro é investido em projetos sociais.
A Cúpula Negredo, criada no mesmo bairro em 2008 para fazer uniformes de times da região, hoje também cria as próprias roupas.
"O intuito é sermos representados, porque a gente sempre usa muita roupa estrangeira que a gente nem sabe o que significa e de onde veio", disse o sócio da marca Antônio Lopes dos Santos, 36.

Ostentação.
A 30 km dali, o dono da grife Egosss, Jeferson Santos de Souza, 35, bebe champanhe com amigos e funcionários em plena terça à tarde. O encontro é no showroom da marca em um prédio de alto padrão no Jardim Anália Franco, bairro nobre da zona leste.
A marca surgiu em Guaianases, no extremo leste, mas as vendas dispararam após ser "abraçada" por funkeiros e aparecer no clipe "Dom Dom Dom", do MC Pedrinho, conhecido por cantar músicas sobre sexo aos 11 anos.
"Muitos artistas e jogadores de futebol, como o Luís Fabiano e a cantora Anitta, também usam", diz o dono.
MC KS, 19, afirma que usa a marca porque ela tem estilo ousado. "Ela chama a atenção e surgiu de baixo, como um MC, depois estourou."
A Egosss fechou as portas da loja na periferia em dezembro, quando passou a se dedicar apenas à revenda.
Souza diz, porém, que a grife só faz parcerias com lojas de luxo. "As que vendem Lacoste ou Tommy [Hilfiger], por exemplo, estão propícias a vender a Egosss. Há revendas até em Nova York."
A camiseta mais simples não sai por menos de R$ 89. Apenas em dezembro, a marca vendeu cerca de R$ 450 mil em produtos.


Crise? Só o design salva!


O título desse texto, em princípio, pode causar estranheza, talvez soe como exagero ou que eu, sendo um designer, esteja puxando a sardinha para a minha brasa, como diz o ditado.
Mas lendo esse texto atentamente, até o final, você notará que não estou exagerando.
Em meio à crise econômica que vivemos no Brasil e seus reflexos na indústria da moda, aparentemente não se tem muito o que fazer para driblar as dificuldades, entretanto, existem aqueles que conseguem tirar proveito da situação e acabam lucrando, mesmo quando todos os indicadores apontam o contrário.
Focar no design irá fazer, com toda a certeza, que seu produto se destaque e demonstre superioridade à concorrência, trazendo, portanto, novos clientes/consumidores e fidelizando os já existentes, consequentemente, aumentando sua lucratividade.
E sabe por que isso acontece? Pelo fato que, em meio à crise, os consumidores tornam-se mais exigentes, mais econômicos e, na dúvida, preferem não gastar, por isso, somente um bom design de produto tem o poder de atrair o consumidor e fazer com que ele não tenha dúvidas em comprar.
Quando eu falo em design de produto, não estou falando de um produto “bonitinho”. Estou falando de DESIGN de verdade, que vai além da forma, mas inclui também funcionalidade, estética, atratividade, emoção, interação entre outras características.
Duvida? Então pense do porquê os produtos Apple são tão desejados, o Porsche é tão cobiçado, a garrafa da Coca-Cola é reconhecida de longe entre milhares de outros cases que eu poderia citar, mas deixaria esse texto muito longo. Design não é forma, design é CONCEITO!
Falando especificamente da indústria da moda, comecemos pelo fato que, por definição, moda é um sistema de produção e reprodução de tendências assimiladas  e reconhecidas por um determinado grupo (mindset). Daí podemos também entender que, aquilo que “virou moda”, deixou de ser inovador, pois passou a ser conhecido e reproduzido (e multiplicado).
Esse é o ponto. A Inovação!!!
Se você pesquisa nos mesmo lugares que seus concorrentes pesquisam, se você busca informação nos mesmos lugares que eles buscam, se você segue as mesmas tendências que eles seguem (pois está na moda), obviamente você estará dividindo mercado e não CONQUISTANDO!
Você será apenas mais um a fazer aquilo que todo mundo já faz, e quando isso acontece, o diferencial deixa de ser o design e passa a ser O PREÇO. E em época de crise econômica, ter apenas o preço como diferencial, é arriscar-se á ser derrubado por fatores como: China, impostos, trabalho escravo, impostos, gastos produtivos, impostos, matéria prima e serviços de baixa qualidade, impostos etc...mais impostos.
Desde outubro de 2014 tenho feito pesquisas de mercado e tenho sido alertado que até meados de 2015 o dólar ia bater os 3,00 reais. Bem, o pessoal errou, pois isso já está acontecendo no início do ano, ou seja, as previsões mais pessimistas ainda estavam sendo otimistas.
Com um mercado assim, botar fé no diferencial de preço para atrair clientes é como querer conquistar o coração da garota enviando flores iguais as de seu concorrente. Em vez disso, descubra qual a flor que ela gosta e, além de enviar o buquê certo, capriche na embalagem, faça um laço diferente, isso irá, sem dúvida chamar bem mais a atenção da amada.
Investir em propaganda é bom, mas ela da um tempo para o consumidor pensar se vale a pena ou não gastar suas economias. O design não, ele atrai imediatamente o consumidor e desperta o desejo de aquisição, é amor à primeira vista.
O que faz com que alguém olhe para a vitrine e entre na loja? A propaganda? A placa vermelha escrita Sale!? Ou o produto bonito e diferente de tudo o que seus concorrentes estão apresentando?
Em época de crise, onde o consumidor se torna mais exigente, fazer o que todo mundo já faz só te tornará mais um. Se for para investir, para ter algum diferencial, invista em design, pois só o design salva!

Rubens Poças, é especializado em gestão de design da indústria da moda e santo milagreiro fora do horário comercial.